maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Juste moi, je délire. Julho 8, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 4:22 pm
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O que fazemos quando nos fazemos? Para onde estamos caminhando, se há tanto pesar e tanta dúvida? Se repenso as razões que nos unem, tenho medo de cair em desepero… Em deixar cair em desistência. Se penso que estou apaixonada, logo recorro à razão, que me convoca os pés – hesitantes – ao chão. Ao caminhar no dia a dia, não sei se exatamente quero ir. Quero te ver, te ter, te tocar. E isso tudo me assusta. O que fazemos quando nos fazemos? Viver de sonhos não faz sentido. Mas se não for por isso, pelo quê?

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Esse papo seu já tá de manhã. Junho 6, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 12:57 am
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São meses a fio esperando. Meses que observo passar pela janela do quarto, olhando as janelas dos prédios vizinhos. Quando vejo, já são cinco da tarde e é hora de colocar a mesa do café. Vivo esperando as pessoas chegarem de suas vidas, mas a minha mesmo, eu não consigo encontrar. O vazio preenche dias a fio, as lágrimas já estão um tanto cansadas e já não caem com a facilidade de outros tempos. Há marcas no meu rosto desistente e não consigo esconder com maquiagem alguma. Sinto um peso no peito. Por vezes, me sufoco ao respirar. Tenho que correr pra algum lugar e tentar abrir o peito por alguns instantes, mas me vejo tão sozinha que dá aquele medo de morrer… puf! Não servi pra nada nesse mundão. Todos os dias me sinto apunhalada por este medo. Uma dor infinda. C’est comme une explosion, c’est un grand sensation de vide dedans, que vient du fond. Mon coeur a disparu, ton ton, ton ton. Quand je pense, que presque me sent mort. La mort est partout, toujours. Dá vontade de fugir, mas pra onde? Aquelas lembranças não existem mais. O recanto de cabelos finos e lábios doces não existe mais, c’etáit une rève, chérie. Tum tum, tum tum. Bate o coração que quase para. Há dias não o vejo, há horas incontáveis não o toco. Se te conheço? Bem, não sei. Me assusto e quero correr. Corro e não chego a lugar algum. Meus pedaços de vida se espalham pela cidade. Quero viver, mas como? O silêncio da casa me invade e me assusta, de novo. Não há ninguém, ninguém pra contar minhas histórias e meu desespero. Não há quem pare, não há quem acalente. Essa história de ser adulto é um tanto de merda. Espero, da janela, os acontecimentos da vida de outréns. Da janela do quarto, das janelas do computador. Você é uma promessa que nunca me prometeu nada. De uma esperança vive este amor. De que? Não sei. Somos pessoas boas, assim espero e confio. Já não sei se tanto, porém. Espero e confio. O corpo definha um tanto e perde a tecitura dos músculos e afetos. “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, ecoa na cabeça que dói. Será suportável? Não quero suportar mais. Te quero perto, te quero aqui. Viver de sonhos e ilusões bobas, tardes sem fazer nada, comida quentinha na mesa e vento no rosto. Quero conta pra pagar, quero arrumar a casa, quero cheiro, quero quentinho. Aí eu choro. Consegui. Talvez era isso que eu precisava. Até amanhã, tudo começar outra vez.

 

24 de janeiro. Janeiro 24, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 2:05 am
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É um dia muito importante.

 

Amanhã eu qualifico no mestrado. Com ou sem qualidade. Veremos.

Ansiedade nível chefão.

 

É isso aí, grande voz! Fevereiro 25, 2010

Filed under: merda,what's inside — paulamaria @ 10:03 pm
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Presa. Fevereiro 21, 2010

Filed under: merda,mulherzinha,what's inside — paulamaria @ 7:54 pm
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É agonia o que tá apertando aqui. Tem dias que eu simplesmente tenho que deixar acontecer, ou, explodo. Começo a repensar meus planos futuros, pensar se meus pés estão seguindo na direção que deveriam, se eu estou conseguindo enxergar o que é importante e o que não é. Algumas coisas bem importantes mudaram radicalmente de uns meses pra cá. Pra minha sorte, conheci pessoas tão boas, que aquecem tanto meu coração, que me sinto contente só de trocar um sorriso. A maioria delas me diz que sou afoita e que só se dá um passo a cada vez. Minha cabeça é que não acompanha muito esse tipo de raciocínio. Quer sempre tomar as rédeas de um futuro que não chegara, pois só tenho o presente, e só. Há dias tento fazer uma rotina mais religiosa e mais precavida, mas confesso que nesse emaranhado de sentimentos, muitas vezes, só quero gritar. Consegui isso ontem, ufa. Em uma noite esquisita, com várias falas de amigos que mais pareciam quotes de filmes que gosto. Uma coisa meio Woody Allen, meio Wes Anderson. Não sei ainda. Estou presa, stuck, parada. Sufocada, preciso de espaço. Penso em mil formas de desencantar, desatar, desobstruir. Se beber fosse, beberia. Se fumar fosse, fumaria. Se cortar fosse, cortaria. Nenhuma dessas coisas é a tal resposta, eu só sei, não preciso experimentar. Pego um pouco de ar e respiro um pouco por vez. Sonho com dias mais leves e nuvens tão brancas. Todo o peso do mundo está em minhas costas, ainda que a opção tenha sido minha, além de alguma responsabilidade embutida na existência de irmã mais velha. Quem sabe uma tatuagem não resolveria? Ou um corte de cabelo? Este que está por aqui já pesa mais do que a cabeça. Não sei se você entende, entende? Pesada, cortando cabelo, corto uma história, algumas lembranças ruins, fica somente a experiência. Experimentando, despeço-me. Aguente firme, eu chego já.

 

Outro. Dezembro 19, 2009

Filed under: diariamente,nonsensetotal — paulamaria @ 3:22 pm
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Prometo parar, ou não.

Bold what is true:

1. I love bolding surveys.
2. I am sick of the bold survey where the third question is “I love olives.”
3. A Walk to Remember is my favorite movie of all time.
4. I wear black more than any other color, but I am not gothic.
5. I genuinely care for my friends.
6. I don’t trust people easily thanks to past experiences.

7. Romance novels fascinate me.
8. I am female.
9. I do not wear glasses, but I probably should.
10. Switchfoot is an amazing band.
11. I have never seen the movie “Phantom of the Opera”.
12. Emotionally, it is easy to hurt me.
13. I have never been in a fist fight.
14. I did not attend preschool as a child.
15. I have an older brother.
16. I am an aunt (or uncle).
17. I am too organized…yet extremely messy
18. My shoulders are always hot, but my feet are always cold.
19. I realize bold surveys are hard to make up yourself.
20. This is not the first survey I have ever taken.
21. I am interested in taking psychology classes.
22. I am interested in taking creative writing classes.
23. I hope to publish a book some day.
24. I think men are sexy.
25. I refuse to use any other brand of tissue, besides Kleenex.
26. Duct tape annoys me more than it amuses me.
27. Easter used to be my favorite holiday.
28. My lips are chapped at this moment.
29. I was completely terrified of the monster under my bed as a child.
30. I have a boyfriend.
31. My birthday is in February.
32. I don’t have a job, but I want one and need one.
33. I decide I want to take a survey only if I see a certain question that I’d like to answer.

34. I am a sophomore in high school.
35. I have never left this country.
36. I like Winter Break more than Spring Break.
37. I LOVE to sleep in.
38. The word “fluffy” makes me laugh.
39. I have cried within the last 24 hours.
40. My fingertips are freezing cold.
41. I have already eaten dinner.
42. Normally I don’t eat breakfast.
43. If I eat more than 2 marshmallows in one sitting, I feel sick.
44. I will never drink alcohol.
45. I will never smoke cigarettes.
46. I will never do drugs.
47. I really don’t like country music.
48. I have a cat.
49. I have thrown up from crying too much before.
50. I don’t intend to ever eat sushi. Gross.
51. When I was little, I was a very big cheater.
52. I’m overweight, but I’m trying to lose it.
53. I always look at peoples away messages.
54. I crack my knuckles often.
55. I’m not in any sports.

56. I play the acoustic guitar, and I love it.
57. I have only been to 2 concerts before in my life.
58. I’ve only kissed one person unrelated to me, so far.
59. I used to want to be am a vegetarian.
60. Now I want to be a writer.

61. Or a graphic designer…
62. I get along better with guys.
63. I used to like Pokemon. I still remember the names.
64. I am mostly French heritage.
65. I believe in God and have faith in Him.
66. Lip rings are arousing.
67. I love and get along with my cousins.
68. I had a pet turtle one summer.
69. I get excited about getting new underwear.
70. I need a boost in my self-esteem.
71. I’ve thought about suicide.

72. It frustrates me when people use double negatives.
73. I love receiving mail and e-mail.
74. I’ve had a penpal before.
75. I can’t sleep on my back. I just can’t.
76. I hate public bathrooms.
77. I listen to my parents; it’s just that sometimes I really don’t care.

78. Once in my life, I named a pigeon.
79. I laugh when I watch old home videos.
80. I used to be obsessed with the Spice Girls.
81. I once started a fire in my microwave.
82. I wish on Tootsie Roll Pop wrappers.
83. I really like the name Mathias.
84. I often fake my happiness for the benefit of others.
85. …And so I don’t have to explain everything that’s bothering me…
86. I keep a diary online and a diary on paper.
87. I love reading. It takes me away from reality.
88. I have an odd sense of humor that not many people understand.
89. I don’t like getting my picture taken by others.
90. I am a very huge procrastinator… with EVERYTHING.

91. The OC is my favorite TV show ever.
92. I’m afraid that my friends are gonna isolate me again.
93. I’m glad this survey is almost over.
94. I am in the mood to take a shower.

95. I feel like crying when I look at old pictures.
96. I have a very busy day tomorrow.
97. I am in the mood to kiss somebody.

98. I might be in love with my best friend…
99. I have my own key for the house/apartment I live in.
100. I love the color neon green when it’s mixed with black.

 

Esburrando. Novembro 10, 2009

Filed under: what's inside — paulamaria @ 2:47 am
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Só preciso fazer uma pequena logorréia porque tem tempo que não escrevo e tô perdendo o jeito com as palavras. Me embolo toda na hora de digitar, na hora com canetaepapel e nas entrevistas medíocres de estágio e vendedora de shopping. Cheia de planos ,mas todos eles esvaziados de possibilidades. Minha cabeça pensante pensa demais e me emburrece de maneira paralizante. Parece que todo mundo tá lá na frente, mas eu tô correndo, juro! Só que a minha corrida parece marcha lenta comparada ao ritmo do mundo. Eu que só queria parar e contemplar a paisagem! (!!!) Peguei, tirei as sandálias e encarei o mar. Minha mãe estranhou, que quéssa menina tá falando e por que tá com as canelas cheias de areia? Pois é, mãe, fui lá no mar. Não vou sempre, tenho medo de ser assaltada. Pura bobagem, mas em Itapoã e com meu chamariz de medo, pode ser comum. Com a Maria segunda, tudo é solto e sempre dá certo absoluto em suas cagadas mirabolantes. Eu só sei fazer cocô direitinho, no mesmo horário, intestino regulado. Tava lindo lá no mar, gelado e brabo, ondas mil direções, espumas molhando o jeans roubado. Quis me jogar, não me joguei. Como se fosse ter chance de sentir aquilo de novo, quando estivesse preparada pra me jogar, ou seja: de maiô. O QUE EU FIZ? O QUE? nada. Não durmo várias noites, meus neurônios ficam pegando fogo e não tem água que apague tudo o que eu penso. Aí, ao mesmo tempo, parece que esse “tudoqueeupensoerasuperimportante” e não era. Vai embora como veio, numa mesma enxurrada, só que agora, de vazio. Tô com uma angústia deslavada de rejeição, não suporto rejeição. Não sei lidar. Me pego de canto, com olho emocionado com tudo, tristinha, meio sorriso, evitando gente, evitando contato. Queria ser humilde pra pedir abraço, mas o orgulho parece humilhação. Que doentio! podem dizer. Por mais que pareça, só quem experiencia sabe dessa dor. Não é dor de tristeza, não cabe nessa palavra nem nessa definição. É dor que dói de dentro e pega em alguns musclinhos, no pescoço, no peito de um lado só, nos joelhos, nos pés. Não dá vazão pra lugar algum, parece nunca carecer de terminar. Vejo alguns olhares furtivos, lá vem a louca, lá vem a doidivanas, lá vem a paulamariatomabanhonabaciaenuncasaidelá. Tô realmente perdendo o jeito com as palavras. Já fui capaz de escrever versos lindideus, mas hoje não sei mais. Aí vem a nostalgia do desapego que eu não desapego. Alguns momentos passados de mim mesma que parecem ser tão mais leves e sinceros do que hoje os são. E eram! Mas por que hoje também não é bom? Se eu sei o que mudar, como não mudo? Como não perco o medo e me jogo no desconhecido? Que merda de pé atrás é esse que me finca no chão que não me dá certezas? Não, certezas não! O que leio e me faço de poesia pra vida me diz o contrário disso! Preciso de decisões afirmativas de vida e não de certezas. Spinosa me ensinou tão direitinho e eu fico avacalhando tudo com experiência de cabeça pessimista. Spinosa, aparece pra mim no sonho e puxa minhas orelhas? Prometo tentar ler “Ética” sem achar difícil. Pronto, esburrei.