maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Meu medo é de não sentir mais. Janeiro 26, 2010

Filed under: merda,mulherzinha,what's inside — paulamaria @ 9:17 pm
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E esquecer como é que era. A gente já foi tão unha e carne, tão coração e tripa, tão tudo ou nada. Do tipo andar na praia, falar mil horas no telefone, sussurrar no msn, tomar sorvete, ir no cinema, matar aula, escrever carta, mandar bilhete, beijo no ar, choro na chuva, abraço quente. Mas aí do nada tudo foi se perdendo e eu não sei mais se quem largou de mão foi você ou se meu sentimento com o mundo te fez me ver com olhos que não era mais de amor. Já matutei muito sobre nós, o que restou foram nós de tristeza e saudades. Fingir que não vejo, te tiro dali e aqui, fui apagando aos poucos as pegadas de giz, dos tempos das calçadas e dos porres sem álcool. Era engraçado e estranho toda aquela afinidade. Eu me fazia bem feliz e eu dormia com sorriso de quem sabe a quem pertence uma amizade. Outra coisa: o que foi que aconteceu com as promessas? Sei que beijos não são contratos, mas a gente nunca se importou com isso. Era bem do pra sempre que vivíamos. Em algum lugar dessa linha, o verso desandou. E aí a música se fez descompasso. Quando me veem, já me veem sem um pedaço de mim. Perdi vários. Seus e de outréns. Nunca pude dizer pra você parar que eu queria consertar, se é que teve conserto algum dia. Tentei te gritar, mas você não olhou pra trás. Uma história estranha constrói perante meus olhos. É tão perto mas parece milhas daqui. Se eu reler, vou morrer mais um pouco. Deixo aqui então pra você ler um dia. Quem sabe. O que é ter e perder alguém.

 

Vou ali e volto já. Outubro 26, 2009

Filed under: arte e mais,merda,mulherzinha,what's inside — paulamaria @ 1:01 pm
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Vou comprar maracujá. Até a volta indefinida.

 

Última aula de Psicodiagnóstico. Junho 24, 2009

Filed under: arte e mais,mulherzinha,what's inside — paulamaria @ 4:24 am
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Olá pessoas.

Estou em uma semana extremamente conturbada e problemática. Pela primeira vez em 4 anos de curso, sinto abater sobre mim o peso do fim do período, principalmente tratando-se do meu último período com disciplinas obrigatórias. A partir de Agosto é só estágio. Meda. Enfim, hoje foi minha última aula de Psicodiagnóstico, que foi uma matéria esquisita e inquietante. Fiz e disse coisas que não concordo, mas , era tarefa. Não tem coisa que detesto mais do que tarefismo (ok, tem, mas eu PRECISO de exagerar agora). Foram as apresentações dos casos que atendemos, ou seja, uma aula arrastada de chata e cheia de inferências detestáveis por mim. Tudo o que a professora quis achar, achou. Duas suicidas em potencial, uma criança hiperativa (caso do meu grupo) além de pessoas com problemas neurológicos (segundo a meritíssima profa). Enquanto eu esperava desesperada pra ir embora ansiosa para apresentar, deu um estalo de um texto de ficção. De um homem pra uma mulher. Acho que talvez uma das histórias dos casos lá tenham me inspirado. Pelo menos pra isso, não é mesmo? Aí vai.

Então você olharia nos meus olhos. São verdes, mas te juro: te dizem a verdade. Todo o tempo que dedico-me aos seus seios é verdadeiro. Toda a intensidade com que lhe fodo é verdadeira. Penso com carinho em teu corpo pequeno, que aninhado a mim, fazia-se multidão. Pressão, loucura, tensão, febre, dor. Maneiras que só você consegue ser, só ali naquele encontro conseguia ver, ouvir. Contorcionismos sem circo. Malabarismos de olhos revirantes. Uma explosão que nem. Nem sei! Estou dizendo: é tudo verdade. Não me fantasie de amor perfeito. Sabe que não sou, sabe que passamos longe. Sou dos seus homens, o pior. Pi-or. Mas é tão doce o dulçor de sua boca. E é com paciência que lhe chupo a flor. Mel momentâneo, fel que me mata junto a saudade. Outrora, éramos poesia e de poesia nos alimentamos. Longe um do outro, outro do um. Ardo aqui, tentando te tocar aí. Oceanos e oceanos de mar sem fim. Lágrima salgada que nunca me ocorreu e que sempre imaginei serem suas. Sem culpas, fiz todo o mal que pude. todo o mal que consegui. Sem jamais ter quisto. Vai entender, morena! Vai entender. (nunca te amei para você, mas amei e para mim em segredo). Guardei toda aquela emoção das quase fodas e das lidas. Guardei por explodir e jogar tudo junto às minhas merdas ao vento. Meias palavras, meia boca, meio pinto, meio peito, meio cheiro, meio flor. Abro as janelas e ali você está! Surpresa. Booooooooooom. (Má intencionada, sem saber, sem nos saber, sem querer). Penso mil metros de altura, mas só tenho cinco minutos pra te ter. Resta um grande silêncio, aquele, lembra? Conecta e desconecta a gente, sem ligar pra energia, pro nosso fluxo. Não é fácil, morena minha. Então, não nos olharíamos mais nos olhos. Nem nos espelhos. Nem nas janelas. Nem ao portão. No chão é onde os restos estão. Poética com rima e sem métrica. Nunca te cantei versos, nunca te escrevi notas ao papel. Marquei tudo o que quis no teu corpo, e você no meu. PIOR: na minha cabeça. Não estou triste, não! Ainda nos temos, sei que sim. Lá. E você sabe. Pelo menos, eu sei. Com carinho, seu sempre (e só lá!): F.G.

É isso, meus caros. Já escrevi bem um dia. Hoje escrevo diferente. Escrevo de um mundo diferente que vivi antes. Hoje dói mais fora do que dentro. Mas a paz vai embora em alguns momentos e essa cabeça de vento dá umas brisas boas. Essa foi uma. Hope you all enjoy!

beijos!

 

Vá em paz. Janeiro 21, 2009

Filed under: diariamente,merda,what's inside — paulamaria @ 4:01 am
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florzita de vovó

Descanse em paz, vovó flor de formosura.