maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Pensamentos aleatórios… Agosto 13, 2009

sou uma artista, beijos.

sou uma artista, beijos.

… de uma caminhada do ponto em frente ao shopping até a minha casa. Pensei em muitas coisas, muitas mesmo. Primeiro, eu saí correndo do ônibus até o shopping, minha bexiga iria estourar a qualquer momento, e isso era absoluta certeza. Evitei até a escada rolante, subi num pique de atleta e fui correndinho pro banheiro. Superei todo meu nojo do chão da cabine e deixei a pasta lá, afinal de contas, só dava pra pendurar a bolsa e entre bolsa e pasta de plástico, fiquei com a bolsa. Após um dos maiores e mais longos xixis da minha vida, limpei a pasta com álcool gel – thanks pra gripe suína e sua pandemia – e minhas mãos também, de brinde. Fui então à uma loja que vende milhões de roupastodasjuntas, brega com bonita, estampa com lisa, festa com praia, onde tinha visto um vestido bonitasso pro casamento de uma amiga de infância mês que vem. O vestido não tinha a cor que eu queria no meu tamanho Médio de viver, mas tinha um G de gente grande, que no final das contas ficou “normal” em mim (estou tão gorda mesmo?) mas nos peitos fiquei uma jaca, horrível. Desisti da bagatela gracinha de festa e fui perambular. Logo perdi a paciência e resolvi ir correndo pra casa, andando num ritmo que nem eu acreditei, movida pela empolgação e pelo medo de ser assaltada também, indeed.

Os pensamentos, então. Foram muitos, perdidos, conectados, raivosos, chorosos, felizes, futuros, passados, presentes, doentes, eternos. Sei que acho que comecei pelo conto de fadas, faz de conta, vida virtual. Não tem diferença, tá tudo aqui, é tudo sentido, é tudo no corpo. Não interessa se eu digo aqui no blog, se eu falo lá na Ufes ou no telefone em casa. A minha vida é uma só. Eu já tinha me dado conta disso, mas teimosamente como só paulamaria consegue ser, eu separava certas partes da minha vida e jogava pra esse imaginário “fora” da vida vivente e deixava lá. E aí, PUM. Quando tomo o tapa, desmonto, choro, esperneio, peço desculpas. Urgentemente, é preciso que eu pare de ter esses mini ataques adolescentes e vista minha roupa de menina crescida quase formada. Causei impressões que morro de vergonha e raiva de ter deixado acontecer, mas a culpa é só minha – minha culpa, minha tão grande culpa, aqueeeeeela católica – logo, só resta a esse serzinho de menos de 1,60m mudar isso. Se eu tiver de encarar uma multidão, que seja, sou forte e aguento. O pior tem sido encarar a mim mesma no espelho com todas essas burradas. Posso também ao invés de pensar em erros, pensar em errância, tentativas. “Aprendi” um pouco sobre isso semestre passado, mas colocar em prática é difícil pra caramba, sô.  Pensei também em como tem muita gente que vive essa partezinha que eu joguei no transcendente a vida inteira. Algumas hipocrisias me disseram que vivem a fundo, que arriscam, que se cansaram de esperar – quem sabe faz a hora, sacam? – mas na hora H, meirmão, cadê? Sei que fiquei com pouquíssimos no pensamento, pouquíssimos e raros. Entrada só para raros, me diria Teatro Mágico.

Mais algumas coisas vieram à cabeça, mas sempre vão embora, com o vento e com o frio que estava a cortar meu rosto. O casaco quentinho me fez suar e também perder outros pensamentos. Creio que foi melhor assim. Saldo final: sou dura, durona. Igual uma vara verde, segundo Joaquimmaislindodouniverso.

A propósito, hoje foi a segunda aula de Desenho I – peguei matéria nas Artes, era sonho desde sempre – e fizemos nossos primeiros exercícios. Esse que postei foi o primeiro. Tínhamos uma folha modelo – creio que era um desenho de Picasso -e tivemos que repartí-la em sete partes. Viramos o papel modelo de ponta cabeça e foi assim que reproduzimos, pedaço a pedaço, o desenho. O resultado é esse daqui. Pena que eu tive que devolver o papel modelo pro professor, se eu conseguir, semana que vem posto aqui.

 

Sinto Copacabana por perto Março 28, 2009

Filed under: arte e mais — paulamaria @ 7:52 pm
Tags: ,

é o vento do mar.

é hoooooooooUje.

p.s. o desenho é meu. vide meu tumblr.