maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Saudades de DF. Julho 25, 2009

Filed under: arte e mais,what's inside — paulamaria @ 4:53 pm
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Dois mil anos mais,
apenas por termos fechado os olhos algumas vezes,
até quando culpar?
Sublimar o que é ruim, apontar o dedo assim, acreditar na redenção.
Se o pior está aí não posso estar em seu lugar,
certo demais! puro demais!
Vidas fogem ao controle com as armas os beijos,
carregados de seus pecados, frágeis,intensos.
Se deleguei o meu poder,
controlado controlar, toda dor será prazer.
E todo orgulho esconderá que me mato em você.
A razão da vida é.
E toda dor e todo prazer e todo sexo e poder
e nos discursos feitos pelo bem.
Onde errei!?
Quantas vezes vamos desistir?
Quantas vezes omitir?
Culpar por culpa,
curar sem cura.
E se em dois mil anos eu me curar?
….
E você….
já não estiver mais aqui.

[a cura – dead fish]

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Over and over again. Março 17, 2009

Filed under: diariamente,merda — paulamaria @ 12:05 am
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Ainda acho música violenta a melhor trilha sonora para  se andar de ônibus. A propósito, hoje pela primeira vez o pneu do ônibus furou comigo dentro. A frase ficou estranha mas não sei explicar melhor. Começei a correr na praia,  constatei (como já esperava) que não tenho fôlego. Mas nada que insistência não resolva. Vou dormir, o corpo pede. Não consigo sair daqui e tenho poucos dias pra resolver um bocado de coisas. Não tô falando nada com nada, beijotchau.

 

I need a light. Fevereiro 3, 2009

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 2:18 am
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O título veio com a música que tô ouvindo. O que estou para escrever aqui tem dias não tem muito a ver com a frase. No final do post talvez até tenha. Semana passada, quarta feira. No ônibus indo para a Ufes resolver alguns pepinos, conheci uma amiga. Sempre arranjo amizades no ônibus. E olha que não ando com uma cara muito simpática. Enfim. Eu conversei com uma moça bonita, de saia rodada e blusa verde. Ela chamou minha atenção pela roupa. Fiquei olhando ela passar pela roleta. Na verdade, nem tanto a roupa que chamou atenção. Foi o sapato. Uma sapatilha de plástico transparente, linda. Do jeito que eu gosto. Tipo cinderela. Pode parecer bobo, mas pra mim lembra. Ela percebeu que eu encarei o seu calçado. Sentou do meu lado e puxou conversa. “Você tava olhando a sapatilha, né? Eu não ligo não, todo mundo olha. Bonitinha, né? Quer experimentar?” Não foi tudo exatamente nessa ordem, mas engatamos uma conversa sobre sapatos, preços, lojas do centro, lojas do shopping, amigas, conforto. E sim, eu experimentei. E coube! Mas é claro que depois destrocamos e sorrimos. Logo chegou o ponto da Ufes, tive que descer. Como de praxe, dei “tchau, boa tarde!”, e ela me lançou um “fica com Deus!”, bem doce. Ai meu ateísmo. Mas eu vi que foram bons desejos. Corta pro próximo set de filmagem. No banco, fui resolver o pepino da senha bloqueada. Os bancos nunca dão um jeito de ajudar você. Enfim, tira tudo da bolsa que apitaria na porta roleta, entra no banco, pegatudodenovoeenfianabolsasemarrumar, pega senha e senta pra aproveitar o ar condicionado. Ao lado, logo chega uma meninota de chiquinhas no cabelo, um monte de dente de leite e uma mãe com cara de gringa – vide calça cáqui com havaianas pretas -. Não era gringa, mas havia morado na Alemanha. A menina logo puxa conversa comigo, e não sei porque, algumas crianças simpatizam comigo. Uma fofura, cheia de desinibição, até dançou ballet pra mim na cadeira de espera. Aí é claro, que nessas amizadesde cincominutosdetodososdias, você sempre descobre algo que é chave da vida das pessoas. Sempre. E a dela era de arrebatar. Acabara de perder o marido na volta da Alemanha pro Brasil. Eu fui ao banco desbloquear senha e ela pra ver a situação do recém falecido marido. Ali, naquele calor infernal, naquele Janeiro naquela Ufes, com aquela menina linda e brincalhona, que segundo a mãe, sempre pergunta do pai. Fui chamada. Meu atendimento nem durou 10 minutos. Quando saí, ela tinha sido chamada. Despedi da garotinha. Ouvi a mãe dizendo para o bancário que o marido havia falecido por conta de embolia pulmonar. Enfim, corte pra outro set. Estética Nívea, meu salão de depilação. Peguei carona com minha prima Bruna da Ufes pra Vila Velha. Nada como um ar condicionado e um carro. Ela tinha horário na estética, eu ficaria esperando. Logo, a secretária puxa assunto. Esse era O meu dia de ouvinte. Pergunta meu curso da Ufes e etcéteras a parte. Chegamos ao ponto que ela queria perguntar, sobre o Centro Comunitário de Línguas. Ela queria esperar a filha completar uns 15 anos para começar o inglês. Imagina, tarde demais. Dei as dicas, sutilmente. Falei em números em como ficaria “em conta” fazer inglês lá. Quase ningué mda população sabe. A menina quase fica sem aprender por falta de condições dos pais pagarem. Mas os pais tem, só não tem informação. Apoiei e me coloquei a disposição para ajudar a menina. Não sei o porque, eu tinha que relatar isso aqui. Essas três mulheres me passaram algo de mulheres negras. Era o dia, e foi.