maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Troca coletiva Março 9, 2016

Filed under: Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 7:27 pm

Fazia um tempo que eu não participava de corrente por e-mail. Na verdade, eu nem me lembro direito de quando foi a última vez. Algumas correntes por facebook eram legais no começo da rede, mas hoje, pelo enorme fluxo de posts e de besteiras que rolam por lá, nada fica tempo suficiente na timeline para ser apreciado como deveria.

Fui chamada pela minha amiga Lu Freitas a participar da Troca Coletiva, na qual enviamos uma música/poema/citação para uma pessoa indicada no e-mail. Simples assim. E você repassa, em cópia oculta, o e-mail da troca para vinte pessoas. Recebi muitas coisas diferentes, até mesmo um poema em francês (Obrigada, João! <3). Mas o que mais me marcou foi o primeiro e-mail. Era o trecho abaixo, do meu seriado favorito da vida inteira, enviado pela Carlinha, amiga da época da faculdade.

Chorei no trabalho, tive que sair da frente do computador e tomar um copo d’água. Segue abaixo para quem quiser apreciar.

There is a reason I said I’d be happy alone. It wasn’t ‘cause I thought I’d be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It is easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don’t have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?Losing love is like organ damage. It is like dying.The only difference is death ends. This?

It could go on forever.

– Meredith Grey

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Oh, you… you. Fevereiro 5, 2016

Filed under: diariamente,Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 12:00 pm
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If you can see it in your mind, Paula, it’s real.

All that remains is merging the present you know and the world you’ve imagined, which is my part. And you can best help me align circumstances, coincidences, and chance encounters by getting busy, going out into the world, and moving in the general direction of your dreams, even if only to do what your peers might do, who know not of life’s magic.

But you know the truth, Paula. You know how life works. Do not waiver in your march. No matter how humble your steps, this is how I will reach you. And as you witness one dream come true after another – first the small ones, then the big ones, then the huge ones – you’ll remember why you were first drawn to the jungles of time and space, if you haven’t already figured it out.

Crazy kid,
The Universe

 

Setembro 15, 2014

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 11:55 pm

Para que todas as coisas sigam seu fluxo. Para que o vento possa tocas os cabelos e embolar fio a fio. Para que minhas pernas doam de tanto andar e os joelhos reclamem da pressão do peso do corpo. Quero que a vida não me furte de seus tombos, mas que também não me poupe dos seus abraços. Se o universo está em expansão, por que se preocupar com a finitude da vida? O medo da morte é inevitável e é certeza que tarda, mas não falha. A fé nos outros se renova a cada pequeno gesto, mas desmorona e some por dias, semanas e até mesmo meses, num piscar de olhos. Para que todos os dias eu possa olhar para o céu e captar um raio de sol que aqueça o coração, pois muitas vezes, é só com ele que posso contar. Para que nas veias pulse sangue e também muita vontade de levantar da cadeira e ir fazer acontecer. Que toda a comida seja cozida com amor. Que todos os beijos de boa noite estejam livres de rancor. Que a cura do preconceito e do ódio livre chegue antes da cura do câncer, mas que a cura do câncer também chegue logo. Para que todas as folhas caiam das árvores sem que as árvores tenham que cair. Quero que meu coração bata por mim, mas que alguém sempre possa quase pará-lo por me surpreender com boas notícias. Para que a gratuidade de sorrisos invada mais a vida de todos, dos bichos e das gentes. Que todas as desculpas sejam pedidas e que todos os fins possam ser aliviantes, porque nem sempre a dor cura ou ensina, mas também é necessário não viver anestesiado. Para que nunca inventem a pílula da felicidade, pois não há estado a se chegar, é um estado presente de ser. Para que possamos trocar mais coisas e acumular mais lembranças do que objetos, mas objetos também fazem parte de nós. Quando tudo perder o sentido, que eu possa ler em algo ou alguém: não desista. – sempre tem algo ou alguém -. Para que todas as coisas sigam seu fluxo: eu preciso voltar a andar. Eis que voltei.

 

Junho 17, 2014

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 12:14 am
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É calada que sigo a voz dos ventos a sussurrar. É calada que passo tardes a fiar, novelos infinitos de reza sem procissão. Fé cega e faca amolada dividem meu coração. Um chá quente pra amolecer os dentes que cravo no crânio. Coberta de panos e medos, sento e escrevo palavras balão. Sem coragem, algumas voam para nunca mais voltar. É calada que encontro comigo mesma e não machuco mais ninguém. A doçura do meu olhar, guardo ao futuro, esperando que venha macio. E de leve. E quente.

16.jun.2014

17:31h

 

Maio 19, 2014

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 8:50 pm
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Curar por sobre as cicatrizes. Às vezes, os cortes não se configuram aparentemente profundos, mas o que parece, certamente não o é. Quando lhe é imposto ao coração sentir, não pode haver outra designação mais digna e exata, ainda que descompassada, a este. Forte como uma verdadeira bomba, e fraco, como se quebra um vidro, um ovo, uma cabeça. Outra, que é forte como um cofre, esconde segredos, envolve mistérios e ainda é caixa para os traiçoeiros olhos. Mas é frágil, frágil, desmancha-se em um nó no pescoço, perde-se por um nonagésimo beijo, confunde-se em si mesma por um doce e antigo deletério. De que valem as piscadas, os carinhos, os mil elogios, as redundâncias, se o que eu vejo, é o mar. O beco? Não, o mar. Ele está ali, e grita. Grita como se fosse acabar. Sozinho, gelado azul. EI! Também estou azul e gelada. Vou me misturar. Ao azul, ao mar, ao céu, ao céu, ao além. [te espero no infinito]. 

2006 ou 2007, 22:18h.

 

This is it. Dezembro 13, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:54 am

I aint ever stop asking for more.
You dont know me.
You never did.
I told you: this has no end.
I cant stop askin for more.
And you cant give. You cant go further.
This is me when I walk away
Because
I just cant turn back.
I cant wait,
I wont stop.
I close my eyes and
Suddenly
I can see you out there
Silent
Scared
But you dont scream my name.
You wont hunt me.
You never did hunt me.
Why should I hope?

I aint ever stop asking for more.

And
Saddly
I know
You know
You cant give me more.

 

Dezembro quase lá. Dezembro 4, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 10:45 am

Eu te amo infinito
Meu amor não sai do umbigo
Quem te canta não é minha boca
Te amo de dedos e de olhos.

Eu te amo com vontade
E a força de um selvagem
Nem sempre faz sentido
O barulho, o zumbido
Quando te observo das folhagens

Eu te amo calada
Como o começo das manhãs
Como o peixe no aquário
Como o ouvido que aguarda.

Pelos dedos a vida insiste o toque
Pelos olhos o alimento é a paisagem.

Eu te amo porque te quero.
O querer é colorido.
O querer não parece ter fim.