maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

If all that we’re whishing for is poison… Outubro 8, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 12:57 am

Quis te escrever uns versos, te mandar umas fotos, comprar uma passagem. Quis te ver e te enlaçar com minhas pernas. Naquela praia, naquela areia. Quis te sufocar, perder as contas e perder as horas. Quis tudo isso, até ainda mais, sem poder querer. Não entendo essa parte de mim que teima em arder pelo que não posso. Tenho febre, tenho fome, tenho pavor.

Se eu tentasse explicar – para você ou para outro alguém – nunca pareceria fazer sentido. What I am to you, it’s not real, diz Damien. Eu mesma não sei o que te dizer e ao mesmo tempo… espero poder dizer tudo. Das pequenas mortes, das viagens, da falta de sentido. Entregar minhas dúvidas pro desconhecido, tirar umas cartas de tarô, acender incenso à meia luz e fingir que ainda tenho meus vinte anos. O que me distancia de lá?

Como um vulcão, escorro minha lava em palavras e secreções. Hoje, só posso sonhar com teu sonho… E rir de mim mesma, eterna prisioneira da passagem.

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Setembro Setembro 12, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 6:08 pm

O mês nove sempre será seu. Talvez seria melhor dizer nosso, mas não posso arriscar tanto assim uma memória. Naquele tempo, era tempo de flores, de novidades, de meias palavras e muito silêncios. Era o mês que me cabia sonhar sobre tempos que nunca chegariam – e incrivelmente estava tudo bem mesmo assim. Seus olhos tem a cor daquela música… Yeah the spotlight shines upon you. Quantas vezes eu olhei para eles e pousei expectativas frustradas com muita doçura e vontade de dar certo! Lembrar dos incontáveis beijos que deixamos de dar e que parecem até ter acontecido… Sonhar de alturas, como diria minha preferida.

Setembro traz a primavera que não vivemos juntos, mas que mesmo assim fizeram nascer e morrer flores em nossa homenagem, cheias de cor, graça e perfume. A cumplicidade de um sentimento secretíssimo, que eu sei, ah se sei… Era amor de verdade. Dediquei música, texto, foto, filme, noites… Todas a esse amor que jamais veio a calhar. Dediquei muito àquilo que mal sabíamos em nossa besta juventude e tudo morreu muito antes de podermos perceber. De podermos deitar e descansar.

Era tão doce a impossibilidade que se colocou por anos a fio. Podia sentir seus abraços mesmo quando eles estavam a um oceano de distância, porque eles moravam em mim, afinal. Hoje, por não mais lhe saber, o doce setembro desce com amargor estranho, que toca o fundo da língua e faz engolir seco algumas memórias. A juventude passou em parte e esse amor que jamais veio, pulsa em algum lugar de meu peito, em algum lugar bonito que você me fazia ver, lembra?

Foi tempo de ser imatura, de ser livre, de rir, de mergulhar e de permitir desaventuras. Era tempo quando eu já sabia um tanto de mim porque você me permitia navegar. Era tempo de flores, ora pois. Ave, Setembro!

 

 

P/ Paula – ouça no volume máximo – De: Carolzinha Julho 23, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:43 pm

Poua,

“Ser jovem é embrulhar as fossas no celofane do não faz mal. É crer que não vale a pena, mas ai da vida se não fosse assim.

Ser jovem é misturar tudo isso com a idade que se tenha, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta ou dezenove. É sempre abrir as portas com emoção. É abraçar esquinas, mundos, luzes, flores, discos, cachorros e a menininha, com profundo, aberto e incomensurável abraço de festa, dentes brancos e tímidos, todos prontos para os desencontros da vida. Com uma profunda e permanente vontade de ser”.

Hoje, é o dia mais importante da sua vida. Aproveite-o intensamente e ocupe-se totalmente dele.

Seja feliz eternamente e conte sempre comigo!

Carolina Nery

-> Faltam 2 horas e um minuto para o niver de nossa amiga maluca Lore.

(algum lugar do passado, entre 2002 e 2003, eu recebia uma das melhores cartas da minha vida, de uma das melhores pessoas da minha vida).

 

it’s been a long time, ma friend. Julho 19, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:50 am

Como pode fazer tanto tempo que não escrevo aqui? Será realmente a morte dos tempos de blog? Será que eu deixei meu apetite pela escrita morrer em mim? Assustador.

Nem sei por onde começar. Muitas ideias para escrever me vem à mente, mas acabo por deixá-las dispersar, junto com mais um tanto de coisas que passam pela cabeça no intervalo de um dia, intercalada por uma noite, seguida de outro dia.

Nos últimos tempos tenho sofrido de insônia das bravas. Fazia já um certo tempo que ela não aparecia e parece que veio para passar umas férias. Sinto muito cansaço e vontade de desistir de tudo, absolutamente. Quando estou de tpm, essa vontade é agravada e chego a me preocupar. O que me salva – de mim mesma – é respirar até conseguir voltar para o presente. Ser abduzida da própria vida é um troço muito estranho.

A vida tem tomado caminhos que eu definitivamente não poderia prever. Se me dissessem em janeiro/2018 que eu ia estar sentindo, vivendo, pensando o que estou AGORA, eu soltaria uma longa e sonora gargalhada. Em janeiro/2018, eu estava atingindo um momento de plenitude de existência que não reconhecia há anos. Em fevereiro/2018, tudo aquilo se perdeu.

Esse texto é basicamente um lembrete-confissão de que eu preciso e quero ser cuidada. Não tenho conseguido dizer isso às pessoas sem que eu pareça uma criança mimada que se joga no chão e berra chorando, mas é o que tem para hoje (continuum eterno desde fevereiro). Preciso e preciso mesmo. Vivo meus dias querendo fugir deles, vivo meus dias a fugir de mim mesma e de tudo aquilo que estava conseguindo priorizar. Somebody save me?

 

Troca coletiva Março 9, 2016

Filed under: Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 7:27 pm

Fazia um tempo que eu não participava de corrente por e-mail. Na verdade, eu nem me lembro direito de quando foi a última vez. Algumas correntes por facebook eram legais no começo da rede, mas hoje, pelo enorme fluxo de posts e de besteiras que rolam por lá, nada fica tempo suficiente na timeline para ser apreciado como deveria.

Fui chamada pela minha amiga Lu Freitas a participar da Troca Coletiva, na qual enviamos uma música/poema/citação para uma pessoa indicada no e-mail. Simples assim. E você repassa, em cópia oculta, o e-mail da troca para vinte pessoas. Recebi muitas coisas diferentes, até mesmo um poema em francês (Obrigada, João! <3). Mas o que mais me marcou foi o primeiro e-mail. Era o trecho abaixo, do meu seriado favorito da vida inteira, enviado pela Carlinha, amiga da época da faculdade.

Chorei no trabalho, tive que sair da frente do computador e tomar um copo d’água. Segue abaixo para quem quiser apreciar.

There is a reason I said I’d be happy alone. It wasn’t ‘cause I thought I’d be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It is easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don’t have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?Losing love is like organ damage. It is like dying.The only difference is death ends. This?

It could go on forever.

– Meredith Grey

 

Oh, you… you. Fevereiro 5, 2016

Filed under: diariamente,Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 12:00 pm
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If you can see it in your mind, Paula, it’s real.

All that remains is merging the present you know and the world you’ve imagined, which is my part. And you can best help me align circumstances, coincidences, and chance encounters by getting busy, going out into the world, and moving in the general direction of your dreams, even if only to do what your peers might do, who know not of life’s magic.

But you know the truth, Paula. You know how life works. Do not waiver in your march. No matter how humble your steps, this is how I will reach you. And as you witness one dream come true after another – first the small ones, then the big ones, then the huge ones – you’ll remember why you were first drawn to the jungles of time and space, if you haven’t already figured it out.

Crazy kid,
The Universe

 

Setembro 15, 2014

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 11:55 pm

Para que todas as coisas sigam seu fluxo. Para que o vento possa tocas os cabelos e embolar fio a fio. Para que minhas pernas doam de tanto andar e os joelhos reclamem da pressão do peso do corpo. Quero que a vida não me furte de seus tombos, mas que também não me poupe dos seus abraços. Se o universo está em expansão, por que se preocupar com a finitude da vida? O medo da morte é inevitável e é certeza que tarda, mas não falha. A fé nos outros se renova a cada pequeno gesto, mas desmorona e some por dias, semanas e até mesmo meses, num piscar de olhos. Para que todos os dias eu possa olhar para o céu e captar um raio de sol que aqueça o coração, pois muitas vezes, é só com ele que posso contar. Para que nas veias pulse sangue e também muita vontade de levantar da cadeira e ir fazer acontecer. Que toda a comida seja cozida com amor. Que todos os beijos de boa noite estejam livres de rancor. Que a cura do preconceito e do ódio livre chegue antes da cura do câncer, mas que a cura do câncer também chegue logo. Para que todas as folhas caiam das árvores sem que as árvores tenham que cair. Quero que meu coração bata por mim, mas que alguém sempre possa quase pará-lo por me surpreender com boas notícias. Para que a gratuidade de sorrisos invada mais a vida de todos, dos bichos e das gentes. Que todas as desculpas sejam pedidas e que todos os fins possam ser aliviantes, porque nem sempre a dor cura ou ensina, mas também é necessário não viver anestesiado. Para que nunca inventem a pílula da felicidade, pois não há estado a se chegar, é um estado presente de ser. Para que possamos trocar mais coisas e acumular mais lembranças do que objetos, mas objetos também fazem parte de nós. Quando tudo perder o sentido, que eu possa ler em algo ou alguém: não desista. – sempre tem algo ou alguém -. Para que todas as coisas sigam seu fluxo: eu preciso voltar a andar. Eis que voltei.