maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

O que aprendi em 2016. Dezembro 23, 2016

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 8:12 pm

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1- Me casei em 23 de janeiro e desde então engrenei numa aventura que ainda não saiu da parte “alta”. Tudo é muito, das tristezas, das alegrias, das conquistas, das decepções. Casamento é um desafio que ninguém te prepara, cheio de pequenas nuances e detalhes. O primeiro ano passa bem rápido (hoje falta só um mês para fechar bodas de papel) e a gente ainda se esbarra dentro de casa com receio de incomodar um ao outro. Mas também se abraça muito em silêncio nesses esbarros, dizendo um pro outro, no bater do coração: tá tudo bem. <3

2- Fui perseguida em relação ao meu trabalho, por uma onda forte de sabotadores. Eu nunca pensei que esse tipo de coisa fosse acontecer na minha vida, mas não é que 2016 me surpreendeu com essa? Durou alguns meses, me causou muita depressão, piorou meu bruxismo… E também me fortaleceu, me fez identificar com quem posso contar e me fez descobrir amizades onde eu não sabia que tinha. Há males que vem para o bem. (mas eu preferia que não tivesse vindo, risos).

3- Fiz coaching e adorei! Como psicóloga, sempre desconfiei muito de técnicas parecidas com a psicologia porque tem muito charlatão por aí, prometendo cura, sucesso e fama – às vezes, os 3 vem junto num pacote super caro! – mas como consequência do n. 2, resolvi procurar técnicas alternativas e mais objetivas para me tirarem da estagnação. Eu já conhecia a minha coach de tempos idos da internet – quando tudo isso daqui era mato – e já tinha muita identificação com o trabalho dela e tudo que ela compartilhava, de seu modo de vida e de como vê o mundo. O coaching não mudou a minha vida, mas foi um processo importantíssimo para meu crescimento pessoal, que me levou a amadurecer ideias e confiar mais em mim. ;)

4- Como consequência do n.3, procurei uma formação séria em Coaching, como complementação dos meus estudos. Foram meses de pesquisa e muita desconfiança, até encontrar uma escola que atendesse aos meus quesitos. Em algum momento, segui a filosofia do “só vai!” e me matriculei. Foi uma das decisões mais acertadas do ano: conheci muita gente legal, fiz amigos, aprendi MUITO, me emocionei, me vi diferente. E vi que posso mais, sempre mais! Hoje, além de psicoterapeuta, também sou Coach de Vida. :)

5- Aprendi que poder corrompe e que as pessoas em geral são muito individualistas. Mas também aprendi que há força nos encontros tête-a-tête, no micro, nos abraços de amigos, nas rodas de conversa no bar, nas mulheres! As mulheres foram sempre o meu norte este ano, em todas as vezes que me perdi, me enfraqueci, adoeci, chorei, desesperei… Procurei minhas referências femininas e abracei-as, mesmo que muitas vezes, virtualmente. O poder está em nós, mesmo com todas as m*rdas que estão acontecendo. O poder está em nós. Em mim!

6- Trabalhar em rede com amigos e conhecidos é melhor! Todas as vezes que precisei de algum serviço que eu mesma não sei fazer, procurei oportunizar amigos e colegas primeiramente. Às vezes achamos que fulano ou siclano que tem fama e reputação em determinada área vão entregar produtos e serviços de maior qualidade… E nos enganamos! Eu, na maioria das vezes, quebrei a cara! Conheço tanta gente talentosa que está perto de mim, porquê não fortalecer essa rede? Aprendi que crescemos melhor assim, localmente. Tem dado certo. ;)

(…) Continua em outro post!

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The light. Abril 20, 2016

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 2:50 pm

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O amor muitas vezes parece mesmo um chiclete mastigado, abandonado numa escada qualquer. Não se sabe se foi subindo ou descendo. Ele está apenas no meio do caminho. Poucos param e o observam. Ainda assim, seguem, até mesmo esquecendo do que foi visto. Alguns outros, tentam arrancá-lo do chão, sem sucesso. Outros ainda, pisam distraídos ou mesmo por querer. O chiclete – como o amor – passa a maior parte de seus dias a meia luz, fonte da lajota de vidro na parede da escada. Vez em quando, o temporizador da lâmpada é acionada pelo movimento de passantes, para a felicidade do chiclete que ganha um pouco mais de luz em sua existência inerte. O tempo passa e ele ali se mantém. Muda um pouco de forma, de cor, de textura. Endurece e se recolhe, quando o tempo está mais frio e sem sol. Amolece e espalha quando a temperatura sobe. Diferente do amor ou nem tão diferente assim. O amor pede companhia, calor e cuidado quando tudo parece frio e duro demais. Pede espaço e compreensão quando sua e precisa de refresco. Tem gente que engole o chiclete mastigado – será que gruda no estômago ou consegue ser eliminado? Tem gente que nem chiclete masca. Tem gente que compra só para tirar o amargo da boca e beijar desconhecidos, sem compromisso. Tem gente que nunca provou chiclete. De todas essas formas, também experimenta-se o amor.
 

Oh, you… you. Fevereiro 5, 2016

Filed under: diariamente,Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 12:00 pm
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If you can see it in your mind, Paula, it’s real.

All that remains is merging the present you know and the world you’ve imagined, which is my part. And you can best help me align circumstances, coincidences, and chance encounters by getting busy, going out into the world, and moving in the general direction of your dreams, even if only to do what your peers might do, who know not of life’s magic.

But you know the truth, Paula. You know how life works. Do not waiver in your march. No matter how humble your steps, this is how I will reach you. And as you witness one dream come true after another – first the small ones, then the big ones, then the huge ones – you’ll remember why you were first drawn to the jungles of time and space, if you haven’t already figured it out.

Crazy kid,
The Universe

 

Ok, we have to dance it out. Novembro 9, 2015

Filed under: diariamente — paulamaria @ 1:31 pm
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Life is like a dance, Paula, and we’re partners. Setbacks, delays, and detours? They’re like steps in the mambo, tango, and cha-cha. If you dissected the movements and saw them without the rest of the dance, everyone would look to be in great pain. But when you see the big picture… poetry in motion.

In life, setbacks, delays, and detours are often just my way of “keeping” you for something way better. Don’t let them discourage you, don’t see them out of context, and whatever you do, don’t stop dancing.

Your most able choreographer,
The Universe

 

Nota do Universo. Setembro 23, 2015

Filed under: diariamente — paulamaria @ 12:41 pm
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Love where you’ve been.

Love where you’re at.

Love how you think.

Love the power you pack.

Love all that you seek.

Love all that you feel.

Love your rocking emotions.

And the thoughts you make real.

But mostly, amazing Paula, I really, really love you in this very moment.

What?

Loving you from every angle,
The Universe

 

A alma do cacto. Abril 15, 2015

Filed under: diariamente — paulamaria @ 1:37 am
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Entre suas redes secas
Inundei-me de emoção
Como era viva aquela arquitetura
trama renda textura cor

Sustenta como carne
O gado e a gente no sertão
bichos
planta

As voltas que a natureza dá
Me peguei pensando.

 

Um medo por vez. Abril 1, 2015

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 4:02 pm
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Acordei com alguns emails na caixa de entrada. Muito mailing de propaganda, sempre. Mas também muitas newsletter de sites que prefiro acompanhar por ali, já que podem aguardar pacientemente a minha leitura, sem se perderem numa timeline que muda totalmente em uma hora, como acontece no facebook ou twitter. O email espera. E preciso um pouco de coisas, pessoas e situações de espera, calma e pausa.

Em um dos links “da espera”, veio um e-mail do The Book of Life, um projeto patrocinado pelo maravilhoso The School of Life. É um livro online, de acesso integral e gratuito, que vai sendo construído aos poucos, tendo sempre novos textos inseridos dentro dos temas pré-estabelecidos, ou, como eles mesmos resumem: “our collected thoughts and theories” (nossa coleção de pensamentos e teorias). Os temas de conteúdo do livro são divididos por capítulos: 1.Capitalismo; 2.Trabalho; 3.Relaciomentos; 4.Self; 5. Cultura; 6.Currículo. Dentro ainda deste capítulo temos subdivisões mais específicas. Enfim, vale uma explorada boa e demorada, uma “folheada” mesmo neste livro rico e gostoso de ler.

No e-mail desta semana, um texto me saltou os olhos: “How to Dare to Begin”. Parecia uma mensagem subliminar, dessas que às vezes chegam da Miranda July pelo meu cadastro no oráculo do The Future. Fiquei um pouco abismada com o tema, meio hipnotizada com a palavra DARE. Me senti convocada, instigada, desafiada. Pelo menos a ler o texto (shame on me).

O texto explica que, em geral, nosso medo de começar está ligado à mania de frustar a perfeição. Não tentamos por ignorar que são necessárias muitas tentativas para alcançar o que desejamos. Vemos um quadro do renascentista Rafael Sanzio e imaginamos que sua “genialidade” se materializava em suas obras por algo quase que divino, por iluminação, por um dom inalcançável. Ignoramos o fato de os rascunhos fazem também parte daquela obra que hoje apreciamos nas paredes do Louvre e uma das dicas para liberar nossas energias produtivas – que nos impedem de nos lançarmos aos desafios  – é ao invés de visitar “a galeria”, visitar “o atelier”.

A dica que mais me tocou, no entanto, foi a última. É uma dica breve, pouco explorada ao longo do texto, mas extremamente inquietante:

Quatro: Investigue as suas preocupações de forma exaustiva
Perfeccionismo dá origem a preocupações. Se eu começar, eu vou cometer um erro e em seguida algo terrível vai acontecer. Dentro da cabeça de um há meio-temores, que percorrem longos caminhos, tais como: se eu não realizar a apresentação exatamente correta, eu posso na realidade nunca ter de fato conseguido realizá-la. Se eu não escrever o relatório ideal, nunca serei sócio.
Leve seus medos de maneira muito a sério, anote-os. Investigue o quanto de verdade existe neles. É de fato verdade que o único caminho possível para se tornar um sócio da empresa é sempre escrever relatórios perfeitos? Você de fato vai ser demitido se a apresentação é apenas muito boa e não brilhante?
Nossas mentes são profundamente irracionais na forma como elas geram medos. Anote suas ladainhas de terror e, em seguida, a submeta a uma análise racional e benigna.

Tenho passado por situações que me deram uma sensação de identificação imediata com esse parágrafo. Há semanas tenho uma aba salva no favoritos para me inscrever em uma vaga de emprego em uma rede social. Nunca trabalhei com nada parecido antes, me sinto incapaz por diversos motivos e todos esses medos me travam de modo que consigo olhar pr’aquela aba por horas sem jamais abrir. Fiz mestrado sobre tecnologia, amo internet, sou bastante conectada e interessada em ler sobre o assunto e produzir conteúdo, tenho vários amigos inseridos neste mercado de trabalho. Mas nada disso me dá a confiança suficiente para acreditar que consigo tentar (!). Veja bem: é o medo de tentar que me segura. E é nele que estou tentando focar neste instante.

A ansiedade tem tomado conta desse corpo fortemente há alguns dias já. O medo de tentar está estagnando até mesmo coisas sutis do dia a dia, atrapalhando meu sono, pesando minha respiração e até mesmo embaçando minha visão (pra valer!). Um medo por vez. Fico repetindo este mantra, pausando a respiração, enchendo bem toda a cavidade toráxica, expandindo meus pulmões e minha bacia. Ainda confusa, ainda acuada, mas repito até conseguir acreditar. Algumas coisas carecem de costume, sabe? Preciso experimentar a estranheza de enfrentar um medo por vez, a estranheza de enfrentar um medo encarando-o de frente mas sem forçar a me tornar outra pessoa da noite pro dia. Pesadamente dar meus passos de calma e aceitação dos limites, tentando aumentar aos pouquinhos a borda, como ao abrir uma massa de torta… Sem despedaçar.

Sigo no dia de hoje, na tentativa de aceitar que eu posso conseguir aquilo que almejo. Talvez eu não consiga, mas eu posso. E que para poder, eu preciso tentar. Anteriormente então, eu preciso quebrar a barreira da tentativa.

E você,me diga: qual é o medo da vez?