maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

it’s been a long time, ma friend. Julho 19, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:50 am

Como pode fazer tanto tempo que não escrevo aqui? Será realmente a morte dos tempos de blog? Será que eu deixei meu apetite pela escrita morrer em mim? Assustador.

Nem sei por onde começar. Muitas ideias para escrever me vem à mente, mas acabo por deixá-las dispersar, junto com mais um tanto de coisas que passam pela cabeça no intervalo de um dia, intercalada por uma noite, seguida de outro dia.

Nos últimos tempos tenho sofrido de insônia das bravas. Fazia já um certo tempo que ela não aparecia e parece que veio para passar umas férias. Sinto muito cansaço e vontade de desistir de tudo, absolutamente. Quando estou de tpm, essa vontade é agravada e chego a me preocupar. O que me salva – de mim mesma – é respirar até conseguir voltar para o presente. Ser abduzida da própria vida é um troço muito estranho.

A vida tem tomado caminhos que eu definitivamente não poderia prever. Se me dissessem em janeiro/2018 que eu ia estar sentindo, vivendo, pensando o que estou AGORA, eu soltaria uma longa e sonora gargalhada. Em janeiro/2018, eu estava atingindo um momento de plenitude de existência que não reconhecia há anos. Em fevereiro/2018, tudo aquilo se perdeu.

Esse texto é basicamente um lembrete-confissão de que eu preciso e quero ser cuidada. Não tenho conseguido dizer isso às pessoas sem que eu pareça uma criança mimada que se joga no chão e berra chorando, mas é o que tem para hoje (continuum eterno desde fevereiro). Preciso e preciso mesmo. Vivo meus dias querendo fugir deles, vivo meus dias a fugir de mim mesma e de tudo aquilo que estava conseguindo priorizar. Somebody save me?

 

One Response to “it’s been a long time, ma friend.”

  1. Luiz Felipe Says:

    Caramba!
    Vivo em crise com a escrita, meu refúgio adorável. Essa semana senti uma saudade imensa, uma ausência, um vazio, a falta de um pedaço em mim que é necessário. Resolvi, portanto, reconfigurar o blog, reler os textos, pude rever, então, a minha mudança de escrita, de visão de mundo, tudo isso através da escrita, do encontro textual, da releitura, do reencontro.
    Assim, vi um comentário seu em um post meu de 2017 e após a leitura e reflexão estou com a sensação de fuga. A vida tem ido por ruelas estreitas e algumas sem saída. O cansaço, as decepções, as lutas intermitentes têm solapado a mim. Espero que ao cabo não esteja apenas fugindo… Obrigado, textos como esse só me fazem acreditar mais na ideia da intertextualidade textual. Um grande abraço e pegue o seu livro comigo. Com carinho, Luiz.


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