maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Bye bye, fotolog. Fevereiro 24, 2016

Filed under: what's inside — paulamaria @ 1:31 pm

 

fot229

Revisitando meu antigo endereço que está prestes a desaparecer da terra da internet, viajei muito num passado não muito distante, que fez parte de mim e da vida de muitos amigos e colegas. O fotolog foi uma “era” de ouro, quando postar uma foto era O acontecimento do dia, na espera dos comentários e no horário de, no dia seguinte, poder postar mais.

Em meio às lembranças, pego aqui um dos meus posts, mais exatamente de 29 de maio de 2006, quando cito o trecho de um livro que marcou minha adolescência, “O dia do curinga” de Jostein Gaarder. Assim, me despeço desse site, com sorriso no rosto e já saudades.

Mas também inventei uma bebida que chamei de bebida púrpura. É uma bebida que tem um efeito maravilhoso no corpo inteiro mas que, ao mesmo tempo, é tão traiçoeira e perigosa que fico aliviado em saber que ela não é vendida como as outra bebidas lá na nossa terra natal. Para preparar essa bebida uso o néctar das rosas púrpuras, que são bem miudinhas, nascem em pequenos buquês e crescem por toda a parte dessa ilha. E nem preciso ter o trabalho de colher as rosinhas ou extrair delas o néctar. Essa tarefa é feita pelas abelhas, que aqui constroem suas colméias em árvores ocas e nelas armazenam também seus suprimentos de néctar púrpura. Eu só tenho que recolher o néctar nas colméias. Quando misturo esse néctar das flores com a água do rio do arco-íris, de onde tiro também os meus peixinhos, o resultado é um suco adocicado que cintila, levemente espumante… gaseificado como um champagne finíssimo, ou algo parecido. Uma bebida muito, mas muito especial.
O mais interessante dessa bebida púrpura é que o prazer que ela propicia não se resume a apenas um sabor. Não, não. Esse líquido vermelho, adocicado e espumante estimula todos os órgãos dos sentidos com todas as sensações e sabores que uma pessoa pode experimentar. E tem mais: a bebida púrpura não deixa os seus gostos apenas na boca e na garganta, mas em cada fibra do seu corpo. O problema é que não é muito saudável beber o mundo inteiro de um só gole, meu jovem. É melhor bebê-lo aos poucos, um golinho de cada vez. (p. 177-178).

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