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Esse papo seu já tá de manhã. Junho 6, 2013

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 12:57 am
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São meses a fio esperando. Meses que observo passar pela janela do quarto, olhando as janelas dos prédios vizinhos. Quando vejo, já são cinco da tarde e é hora de colocar a mesa do café. Vivo esperando as pessoas chegarem de suas vidas, mas a minha mesmo, eu não consigo encontrar. O vazio preenche dias a fio, as lágrimas já estão um tanto cansadas e já não caem com a facilidade de outros tempos. Há marcas no meu rosto desistente e não consigo esconder com maquiagem alguma. Sinto um peso no peito. Por vezes, me sufoco ao respirar. Tenho que correr pra algum lugar e tentar abrir o peito por alguns instantes, mas me vejo tão sozinha que dá aquele medo de morrer… puf! Não servi pra nada nesse mundão. Todos os dias me sinto apunhalada por este medo. Uma dor infinda. C’est comme une explosion, c’est un grand sensation de vide dedans, que vient du fond. Mon coeur a disparu, ton ton, ton ton. Quand je pense, que presque me sent mort. La mort est partout, toujours. Dá vontade de fugir, mas pra onde? Aquelas lembranças não existem mais. O recanto de cabelos finos e lábios doces não existe mais, c’etáit une rève, chérie. Tum tum, tum tum. Bate o coração que quase para. Há dias não o vejo, há horas incontáveis não o toco. Se te conheço? Bem, não sei. Me assusto e quero correr. Corro e não chego a lugar algum. Meus pedaços de vida se espalham pela cidade. Quero viver, mas como? O silêncio da casa me invade e me assusta, de novo. Não há ninguém, ninguém pra contar minhas histórias e meu desespero. Não há quem pare, não há quem acalente. Essa história de ser adulto é um tanto de merda. Espero, da janela, os acontecimentos da vida de outréns. Da janela do quarto, das janelas do computador. Você é uma promessa que nunca me prometeu nada. De uma esperança vive este amor. De que? Não sei. Somos pessoas boas, assim espero e confio. Já não sei se tanto, porém. Espero e confio. O corpo definha um tanto e perde a tecitura dos músculos e afetos. “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, ecoa na cabeça que dói. Será suportável? Não quero suportar mais. Te quero perto, te quero aqui. Viver de sonhos e ilusões bobas, tardes sem fazer nada, comida quentinha na mesa e vento no rosto. Quero conta pra pagar, quero arrumar a casa, quero cheiro, quero quentinho. Aí eu choro. Consegui. Talvez era isso que eu precisava. Até amanhã, tudo começar outra vez.

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One Response to “Esse papo seu já tá de manhã.”

  1. há tempos não me identificava tanto com escrito de outra pessoa.


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