maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

Paudurescência e Vivimomo. Agosto 14, 2009

Pra variar, eu chegei cedo na Ufes. Essa coisa de não ter aulas tá me deixando MUITO perdida e órfã. Sinto um vazio péssimo por não ter que ir pra lá em alguns dias e em outros prefirochegar mais cedo e dar uma perambulada, procurar gente e quem sabe, matar saudades. Está sendo bem mais difícil do que eu já tinha dito aqui.Claro que também é uma questão de adaptação, de costume, de ambientação. Não que eu queira mas também é um pouco necessário encarar a mudança de cabeça erguida e de braços abertos. OK, não tãaaaaao abertos assim, mas eu tento, vai.

Vivimomo é a “invenção” que minha irmã fez pra se referir a Viviane Mosé, poeta/filósofa/CAPIXABA. Ontem, como cheguei cedo na Ufes, acabei  por ser capturada por minha amiga Samya e fui participar da Oficina com a Vivimomo. Foi super bacana, não estava lotada, foi aconchegante e o que mais me surpreendeu foi o modo de como a Viviane nos tratou, em pé de igualdade, sabe? Como artistas da palavra MESMO. Com muito respeito e atenção, nos deu dica, nos engrandeceu, nos puxou as orelhas. A “paudurescência” diz de entrar no palco e sentir-se dono daquele lugar, tomar conta mesmo. Mostrar a cara e dizer: ei, vim aqui pra mostar o meu trabalho, é meu, eu tenho orgulho dele e vim com sinceridade mostrá-lo a vocês. Isso se a plateia tiver três ou trezentas pessoas. Temos que encarar o palco e apresentação como questão de vida e morte. Se estamos nervosos é o que de melhor podemos sentir, deixar de ficar nervoso que pode ser um problema, pode matar o que tá de mais lindo e verdadeiro, que é a nossa presença por inteiro ali. A primeira pessoa a ler seu poema – na parte II da oficina, a única parte que participei – fui eu. Foi uma exposição e TANTO da minha pessoa. Uma coisa é postar no blog e dane-se o que cada um vai achar. Encarar e estar com meu corpinho ali naquele “palco” que não tinha nem 1,5mx1,5m foi muito difícil, tirando que fui repetindo mil vezes até sair do jeito que era a real intenção do poema. Tive até que contar a história dele, que ainda não estava digerida, imagina as mãos suando frio, então! Ainda mais eu, que não escrevo versos metrados, nem ponho parágrafos. São sempre vômitos de palavras e assim foram. Segundo ela não tem problema nenhum, eu é que tenho que saber os momentos importantes do poema e dar uma cara pra ele quando recito. E a dica mais sagaz de todas: não engolir palavras, todas elas são importantes, todas devem ser ditas com todas as sílabas. Digo que isso foi o mais difícil, pela falta de costume também, acredito eu.

Após a oficina, ficou marcado que TODOS nós nos apresentaríamos no Sarau que ocorreu no Cemuni da Psicologia. PENSE: ME APRESENTAR, PALCO “DIVIDIDO” COM VIVIANE MOSÉ. O Sarau ocorreu tudo bem, um pouco atrasado, mas deu certo. Fiquei nervosa, mas como era um plus, encarei como uma coisa boa e tentei passar confiança. Dei minhas respiradas, contei meus três segundo no palco e li. Li este daqui na rodada de poemas curtos e o que vou transcrever aqui em baixo porque ainda não publiquei em lugar algum. UI, publiquei, porque sou chique. Um poema inédito procês. Ah sim: teve gravação e tudo! Super chique. Quando eu tiver fotos e vídeo, posto aqui. :)

Retiro o que disse. Parece que no fimdas contas, quando você experimenta alguma algo, este algo nunca sairá de você. Como mercúrio no sangua, saca? Como monóxido de carbono, quando gruda no oxigênio do sangua e te mata asfixiando aos poucos. Já foi! Essa sensação de aperto no coração jamais me engana. Era eu bom começar a ganhar dinheiro com isso. Preciso me embebedar, preciso de anestesia, de maconha, de voar. Preciso tirar, sair, desistir. Arrependi-me até o último fio de cabelo! Acho que essa manis de esperar demais acaba me deixando no ponto de ônibus… E ele nunca passa. Meu coração não mente, jamais. Quando está arritmando, tenho a certeza. Hoje sonherei? Estava sendo enganação? Diversão? Passa tempo, tempopassa. Ainda não dei o troco merecido. Tudo voltou à tona. Exatamente como um vômito. Como se eu tomasse uma sopa de vômito.

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3 Responses to “Paudurescência e Vivimomo.”

  1. manoellamariano Says:

    Poxa, queria estar lá. =}
    Lucas teve aula com o Luciano de desenho1
    (lucas teve de Ilustração né)
    e contou meus podres e que eu vou pra aula
    na quarta. rs

  2. manoellamariano Says:

    Eu tambéeem adoro transparencia e sutian molengo! =}
    Boa pedida pra presentes futuros.
    Ah, guarda meu presente de natal pro próximo. ¬¬
    (nãaao, quero agora! leva quarta pra ufes, leva? e meu UNO
    – Lucas que me deu rs)

  3. cachalote Says:

    paulaaa!!!

    foi mal, minha net só voltou agora!
    Vamos nos encontrar sim! Segunda e Sexta eu to em goiabeiras. E você?

    Beijo!


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