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é só mais um: dia, minuto, texto.

Gianecchini e o processo seletivo. Julho 13, 2009

oi, tenho 15 anos seu giane.

oi, tenho 15 anos seu giane.

oi, tenho 23 anos e DETESTO pré-conceitos.

oi, tenho 23 anos e DETESTO pré-conceitos.

Eis que fui ao aeroporto acompanhar minha irmã. Ela foi ao Rio de Janeiro resolver umas documentações, eu peguei a carona pra Vitória porque ir de ônibus não anda sendo meu passatempo favorito, e, além do mais, teria uma entrevista de estágio às 14h. Chegando ao mosqueiro aeroporto da cidade capital, nos deparamos com uma fila gigantesca, mil pessoas e a cara do atraso. De repente, na fila que tinha bem mais de metro, eis que: REYNALDO GIANECCHINI. “Todo prosa”, como diriam meus avós. E ainda estava com uma “cara de banho” segundo minha irmã. Jeans azul claro, blusa que não me lembro a cor, barba feita, cabelo cortado, tênis branco e um óculos desses wayfare da moda, mas não sei se exatamente era um RayBan se era algum desses outros também caros. Só sei que foi um choque, não tava esperando, depois de 8 anos, encontrar com ele de novo. Quando eu fiz quinze anos, fui à Disney, a contragosto, mas fui. A bobona aqui queria que queria ir pra Londres so-zi-nha –  imagina!, fazer o quê?. Acabou que mamãe comprou o pacote com a tia Zirinha e fui toda emburrada e voltei toda apaixonada querendo trabalhar no Sea World no show da Shamú. Ah sim, explicando: nessa viagem rola uma festinha pra comemorar os quinze anos da galera – a maior parte de quem vai ’tá completando 15 perto da viagem ou pelo menos no ano dela – e nessa festa tivemos a presença do Reynaldo. Tinhamos uma fila pra tirarmos foto com ele para posterior autógrafo. Eu tenho duas fotos, uma em pé outra sentada. Isso foi em 2001, um ano após sua primeira aparição na televisão, lembram? O Edu do Laços de Família, fraquinho fraquinho! Então! Ele mesmo. Foi engraçado revê-lo, ele transparece um grau de maturidade com o passar desses anos todos. Antes dava pra ver só um modelão, mas agora senti algo diferente, creio também por ter acompanhado seus últimos trabalhos na tevê e no cinema (no longa Primo Basílio é a minha atuação preferida!).

Mas tá, depois entramos em outra fila – agora no aeroporto 8 anos después – resolveram finalmente dar ordem aquele caos que tava o aeroporto. Ficamos na fila do voo pro RJ e ele na fila do voo pra SP. Um monte de gente chegava mais perto dele pra dar uma “conferida”, algo minimamente engraçado de se ver. Teve uma senhora que tava atrás de nós, falando bem alto: “olha, é o Ronaldo Gianecchini!”. Outra foi mais saidinha e disse: “vou ali olhar mais de perto”, e não é que foi mesmo? Parecia que ele não podia ver as pessoas, sabe? Como se ele estivesse exposto numa vitrine, ou algo parecido. Fiquei pensando muito sobre isso. Quase esqueci de outra senhora, um pouco mais a frente de nós na fila, que foi “ousada” e gritou: “Reynaldooo!” e deu um tchauzinho acompanhado de um beijasso. Ele, como já havia anteriormente, educadamente respondeu a todos que se aproximaram, retribuiu o tchau e o sorriso. Ainda tô bolada com o movimento e os comentários, confesso. Uma presença de um famoso ainda não é uma coisa que eu me acostume, sei lá porque, parece que a pessoa não é de verdade, sabe? Parece que nem respira, nem come, nem solta um punzasso quando come batata baroa. Imagina se agora o Giane tá com dor de barriga? Imagina? Quem pensa no Brad Pitt tirando meleca e passando de baixo do sofá? Imagem mental difícil, confessemos. Pra fechar esse ponto, uma ressalva nada a ver com Giane mas tudo a ver com famosos: a Sandy de certeza não possui nenhuma atividade fisiológica. Isso é fato.

O processo seletivo, digo, a entrevista das 14h aconteceu. Do aeroporto, meu namorando maravilhoso (L) me deu carona para o estabelecimento onde aconteceria o processo e depois seguiu para a sua labuta de estagiário. Na sala de espera, montes de gentes conhecidas da Ufes, como eu já esperava. Não tardou muito, vieram nos chamar para a entrevista coletiva. De modo que eu também já imaginava, meu comportamento sempre é tosco e nunca sei o que dizer. Fico o tempo todo analisando o que os outros falam, não consigo de deixar de achar que é muita coisa forçada e muita coisa “bonitinha” (no sentido mais pejorativo que possa ter). Confesso que estou muito entojada disso tudo, sem saco, sem paciência. Estou afim de topar meu próprio negócio, com outras visões, outras perspectivas, desse jeito que o mundo anda, pra mim só desanda. Primeiramente, houve a dinâmica de apresentação, e foi nisso daí que eu só conseguia julgaras frases alheias e pensar “FAIL!” o tempo todo. Conseguinte, veio aquelas dinamicazinhas malfeitas e cheias de preconceitos, que não levam ninguém a algum lugar, e eu sempre saio revoltada. Vou escanear o papel, tirem suas conclusões. Fiquei me perguntando: será que eu não consigo trabalhar com o diferente ou não consigo suportar os preconceitos e pensamentos dos outros? Cara, que coisa difícil de separar. No final das contas, cheguei a conclusão que preciso “trabalhar” esse ponto em mim. Ou preciso de ir ao shopping tomar um milkshake de Ovomaltine e comprar algo na promoção. Fiquei com a segunda opção, deu certo!

p.s. Lembrando que hoje é dia mundial do rock e que com meus 15 anos, nessa mesma viagem pra Disney, fui ao CarnaOrlando ver a banda Cheiro de Amor com um abadá  todo riscado customizado com nomes de bandas. NADA a ver com a roupa de piriguety nessa foto com o Giane. hahaha

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4 Responses to “Gianecchini e o processo seletivo.”

  1. Ana Paula Says:

    Ok, me conte qual seria a resposta correta, sim?! bem absurdo esse teste, era pra ganhar 700 conto na vale?

    é, os processos fisiológicos da sandy se passam na cabeça dela!

    e… estava sem internet, logo, há um tempão sem acessar teu blog – esse é um diferente, né? -, mas vi o vídeo-trabalho. ficou emocionante.. eu usei essa mesma música com fotos pra simular uma “experência culminante”.. Lembra de Maslow??? Haha, a gente vai se formar e eu to fudida.

    Beijos,

  2. manoellamariano Says:

    Maria foi pro Rio?

  3. manoellamariano Says:

    Comprou o que?

  4. bruti Says:

    Reynaldão puro charme.


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