maisum.

é só mais um: dia, minuto, texto.

P/ Paula – ouça no volume máximo – De: Carolzinha Julho 23, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:43 pm

Poua,

“Ser jovem é embrulhar as fossas no celofane do não faz mal. É crer que não vale a pena, mas ai da vida se não fosse assim.

Ser jovem é misturar tudo isso com a idade que se tenha, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta ou dezenove. É sempre abrir as portas com emoção. É abraçar esquinas, mundos, luzes, flores, discos, cachorros e a menininha, com profundo, aberto e incomensurável abraço de festa, dentes brancos e tímidos, todos prontos para os desencontros da vida. Com uma profunda e permanente vontade de ser”.

Hoje, é o dia mais importante da sua vida. Aproveite-o intensamente e ocupe-se totalmente dele.

Seja feliz eternamente e conte sempre comigo!

Carolina Nery

-> Faltam 2 horas e um minuto para o niver de nossa amiga maluca Lore.

(algum lugar do passado, entre 2002 e 2003, eu recebia uma das melhores cartas da minha vida, de uma das melhores pessoas da minha vida).

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it’s been a long time, ma friend. Julho 19, 2018

Filed under: Uncategorized — paulamaria @ 1:50 am

Como pode fazer tanto tempo que não escrevo aqui? Será realmente a morte dos tempos de blog? Será que eu deixei meu apetite pela escrita morrer em mim? Assustador.

Nem sei por onde começar. Muitas ideias para escrever me vem à mente, mas acabo por deixá-las dispersar, junto com mais um tanto de coisas que passam pela cabeça no intervalo de um dia, intercalada por uma noite, seguida de outro dia.

Nos últimos tempos tenho sofrido de insônia das bravas. Fazia já um certo tempo que ela não aparecia e parece que veio para passar umas férias. Sinto muito cansaço e vontade de desistir de tudo, absolutamente. Quando estou de tpm, essa vontade é agravada e chego a me preocupar. O que me salva – de mim mesma – é respirar até conseguir voltar para o presente. Ser abduzida da própria vida é um troço muito estranho.

A vida tem tomado caminhos que eu definitivamente não poderia prever. Se me dissessem em janeiro/2018 que eu ia estar sentindo, vivendo, pensando o que estou AGORA, eu soltaria uma longa e sonora gargalhada. Em janeiro/2018, eu estava atingindo um momento de plenitude de existência que não reconhecia há anos. Em fevereiro/2018, tudo aquilo se perdeu.

Esse texto é basicamente um lembrete-confissão de que eu preciso e quero ser cuidada. Não tenho conseguido dizer isso às pessoas sem que eu pareça uma criança mimada que se joga no chão e berra chorando, mas é o que tem para hoje (continuum eterno desde fevereiro). Preciso e preciso mesmo. Vivo meus dias querendo fugir deles, vivo meus dias a fugir de mim mesma e de tudo aquilo que estava conseguindo priorizar. Somebody save me?

 

O que aprendi em 2016, pt. 2. Dezembro 31, 2016

Filed under: what's inside — paulamaria @ 1:34 pm

Continuação do post anterior:

7- Ser mulher é fortaleza! Eu reclamo muito de ser mulher, principalmente de uns anos para cá, com tanta violência exposta nas mídias… Mas, este ano, com o retorno do movimento feminista aos olhos do mundo, senti uma esperança em mim mesma. Resolvi me informar, discutir, conversar e me unir à outras mulheres. Resolvi conhecer melhor o meu corpo e ver que tudo aquilo que chamaram a vida toda como minhas fraquezas, na verdade é o que me faz potente! Ainda tenho muito a melhorar, mas já me sinto muito mais empoderada do que estava um ano atrás! <3

8- Deixei de tomar anticoncepcional. Não vou mentir, não foi nada fácil. Tive uma montanha russa de efeitos colaterais do desmame, humor ficou louco, muitas dores no corpo, espinhas mil, desconforto ao menstruar, tristeza que não passava, cólicas horrorosas… Procurei ajuda de especialistas, cuidei do corpo e da cabeça e tive paciência com o tempo da natureza. Hoje me sinto MUITO melhor, voltei a ter um corpo que dá todos os sinais do ciclo, a libido foi reativada… A pele ainda tá difícil, mas não se pode ter tudo. E tudo bem! ;)

9- Perdi uma amiga. 2016 não deixou muitas coisas barato e perder alguém próximo foi uma delas. Em 26 de dezembro, nos 45′ do segundo tempo, esse ano difícil levou a Poliana em um acidente de carro. Confesso, ainda estou anestesiada e durante o dia eu penso nela várias vezes. Não éramos melhores amigas, mas a gente se falava bastante pela internet. Meio que não interessa esse detalhe… Poliana era nova, 26 anos. Eu tenho dificuldade de lidar com morte de gente jovem, não consigo aceitar. Tudo o que consigo agora é sentir muito por sua ida tão repentina. E chorar de vez em quando. ;~

10- Esse é apenas um lembrete: estar presente na vida dos que amamos sempre melhora a vida. SEMPRE. Então, não há tempo, não há outro tempo, que não seja o agora. AME, FAÇA, SEJA. Em 2017, vá lá e faça!

Nos vemos por aí!

 

O que aprendi em 2016. Dezembro 23, 2016

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 8:12 pm

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1- Me casei em 23 de janeiro e desde então engrenei numa aventura que ainda não saiu da parte “alta”. Tudo é muito, das tristezas, das alegrias, das conquistas, das decepções. Casamento é um desafio que ninguém te prepara, cheio de pequenas nuances e detalhes. O primeiro ano passa bem rápido (hoje falta só um mês para fechar bodas de papel) e a gente ainda se esbarra dentro de casa com receio de incomodar um ao outro. Mas também se abraça muito em silêncio nesses esbarros, dizendo um pro outro, no bater do coração: tá tudo bem. <3

2- Fui perseguida em relação ao meu trabalho, por uma onda forte de sabotadores. Eu nunca pensei que esse tipo de coisa fosse acontecer na minha vida, mas não é que 2016 me surpreendeu com essa? Durou alguns meses, me causou muita depressão, piorou meu bruxismo… E também me fortaleceu, me fez identificar com quem posso contar e me fez descobrir amizades onde eu não sabia que tinha. Há males que vem para o bem. (mas eu preferia que não tivesse vindo, risos).

3- Fiz coaching e adorei! Como psicóloga, sempre desconfiei muito de técnicas parecidas com a psicologia porque tem muito charlatão por aí, prometendo cura, sucesso e fama – às vezes, os 3 vem junto num pacote super caro! – mas como consequência do n. 2, resolvi procurar técnicas alternativas e mais objetivas para me tirarem da estagnação. Eu já conhecia a minha coach de tempos idos da internet – quando tudo isso daqui era mato – e já tinha muita identificação com o trabalho dela e tudo que ela compartilhava, de seu modo de vida e de como vê o mundo. O coaching não mudou a minha vida, mas foi um processo importantíssimo para meu crescimento pessoal, que me levou a amadurecer ideias e confiar mais em mim. ;)

4- Como consequência do n.3, procurei uma formação séria em Coaching, como complementação dos meus estudos. Foram meses de pesquisa e muita desconfiança, até encontrar uma escola que atendesse aos meus quesitos. Em algum momento, segui a filosofia do “só vai!” e me matriculei. Foi uma das decisões mais acertadas do ano: conheci muita gente legal, fiz amigos, aprendi MUITO, me emocionei, me vi diferente. E vi que posso mais, sempre mais! Hoje, além de psicoterapeuta, também sou Coach de Vida. :)

5- Aprendi que poder corrompe e que as pessoas em geral são muito individualistas. Mas também aprendi que há força nos encontros tête-a-tête, no micro, nos abraços de amigos, nas rodas de conversa no bar, nas mulheres! As mulheres foram sempre o meu norte este ano, em todas as vezes que me perdi, me enfraqueci, adoeci, chorei, desesperei… Procurei minhas referências femininas e abracei-as, mesmo que muitas vezes, virtualmente. O poder está em nós, mesmo com todas as m*rdas que estão acontecendo. O poder está em nós. Em mim!

6- Trabalhar em rede com amigos e conhecidos é melhor! Todas as vezes que precisei de algum serviço que eu mesma não sei fazer, procurei oportunizar amigos e colegas primeiramente. Às vezes achamos que fulano ou siclano que tem fama e reputação em determinada área vão entregar produtos e serviços de maior qualidade… E nos enganamos! Eu, na maioria das vezes, quebrei a cara! Conheço tanta gente talentosa que está perto de mim, porquê não fortalecer essa rede? Aprendi que crescemos melhor assim, localmente. Tem dado certo. ;)

(…) Continua em outro post!

 

love crimes. Novembro 1, 2016

Filed under: merda,what's inside — paulamaria @ 5:17 pm

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I’ve been a bad, bad girl
I’ve been careless with a delicate man
And it’s a sad, sad world
When a girl will break a boy just because she can

Don’t you tell me to deny it
I’ve done wrong and I want to suffer for my sins
I’ve come to you ‘cause I need guidance to be true
And I just don’t know where I can begin, ooh

What I need is a good defense
‘Cause I’m feeling like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I’ve sinned against
Because he’s all I ever knew of love

Heaven help me for the way I am
Save me from these evil deeds before I get them done
I know tomorrow brings the consequence at hand
But I keep living this day like the next will never come

Oh help me, but don’t tell me to deny it
I’ve got to cleanse myself of all these lies
‘Til I’m good enough for him
I got a lot to lose and I’m betting high, so I’m begging you
Before it ends, just tell me where to begin

What I need is a good defense
‘Cause I’m feeling like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I’ve sinned against
Because he’s all I ever knew of love

Let me know the way
Before there’s hell to pay
Give me room to lay the law and let me go
I’ve got to make a play
To make my lover stay
So, what would an angel say?
The devil wants to know

What I need is a good defense
‘Cause I’m feeling like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I’ve sinned against
Because he’s all I ever knew of love

What I need is a good defense
‘Cause I’m feeling like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I’ve sinned against
Because he’s all I ever knew of love

 

The light. Abril 20, 2016

Filed under: diariamente,what's inside — paulamaria @ 2:50 pm

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O amor muitas vezes parece mesmo um chiclete mastigado, abandonado numa escada qualquer. Não se sabe se foi subindo ou descendo. Ele está apenas no meio do caminho. Poucos param e o observam. Ainda assim, seguem, até mesmo esquecendo do que foi visto. Alguns outros, tentam arrancá-lo do chão, sem sucesso. Outros ainda, pisam distraídos ou mesmo por querer. O chiclete – como o amor – passa a maior parte de seus dias a meia luz, fonte da lajota de vidro na parede da escada. Vez em quando, o temporizador da lâmpada é acionada pelo movimento de passantes, para a felicidade do chiclete que ganha um pouco mais de luz em sua existência inerte. O tempo passa e ele ali se mantém. Muda um pouco de forma, de cor, de textura. Endurece e se recolhe, quando o tempo está mais frio e sem sol. Amolece e espalha quando a temperatura sobe. Diferente do amor ou nem tão diferente assim. O amor pede companhia, calor e cuidado quando tudo parece frio e duro demais. Pede espaço e compreensão quando sua e precisa de refresco. Tem gente que engole o chiclete mastigado – será que gruda no estômago ou consegue ser eliminado? Tem gente que nem chiclete masca. Tem gente que compra só para tirar o amargo da boca e beijar desconhecidos, sem compromisso. Tem gente que nunca provou chiclete. De todas essas formas, também experimenta-se o amor.
 

Troca coletiva Março 9, 2016

Filed under: Uncategorized,what's inside — paulamaria @ 7:27 pm

Fazia um tempo que eu não participava de corrente por e-mail. Na verdade, eu nem me lembro direito de quando foi a última vez. Algumas correntes por facebook eram legais no começo da rede, mas hoje, pelo enorme fluxo de posts e de besteiras que rolam por lá, nada fica tempo suficiente na timeline para ser apreciado como deveria.

Fui chamada pela minha amiga Lu Freitas a participar da Troca Coletiva, na qual enviamos uma música/poema/citação para uma pessoa indicada no e-mail. Simples assim. E você repassa, em cópia oculta, o e-mail da troca para vinte pessoas. Recebi muitas coisas diferentes, até mesmo um poema em francês (Obrigada, João! <3). Mas o que mais me marcou foi o primeiro e-mail. Era o trecho abaixo, do meu seriado favorito da vida inteira, enviado pela Carlinha, amiga da época da faculdade.

Chorei no trabalho, tive que sair da frente do computador e tomar um copo d’água. Segue abaixo para quem quiser apreciar.

There is a reason I said I’d be happy alone. It wasn’t ‘cause I thought I’d be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It is easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don’t have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?Losing love is like organ damage. It is like dying.The only difference is death ends. This?

It could go on forever.

– Meredith Grey